O Google teve que ceder à pressão europeia e prometeu que não disponibilizará na rede livros que se encontram disponíveis no velho continente.

A decisão foi informada neste final de semana em uma carta enviada às editoras européias. Nela, a empresa se compromete a excluir de seu projeto as obras que ainda estão em circulação na Europa mesmo que não existam ou tenham se esgotado nos Estados Unidos.

“Esses títulos só poderão ser propostos aos usuários norte-americanos (da Google) com a autorização expressa dos detentores de direitos”. Informou o porta-voz da empresa.

Em outubro de 2008, gigante americana fechou um acordo com autores e editoras norte-americanos para distribuir as receitas (37% para a Google e 63% para os detentores dos direitos) da venda on-line e criar um registro de direitos autorais.

O projeto recebeu muitas críticas e a justiça dos Estados Unidos examina atualmente o acordo, denunciado por concorrentes da Google como Amazon e Yahoo!, que se queixam de uma tentativa de estabelecer um monopólio.

A Alemanha também diz que o projeto viola as leis de propriedade intelectual de países. Para acabar com a resistência dos europeus, a empresa decidiu também dar dois postos a representantes europeus na Direção de Registro de Direitos Autorais.

Diretores da Google viajaram nesta segunda-feira a Bruxelas para explicar suas intenções à Comissão Europeia e promover o projeto. A empresa assegura que venderá os livros a um “preço razoável” e que o usuário terá a possibilidade de ler até 20% da obra antes de decidir se a compra, algo parecido as músicas digitais.